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9 de janeiro de 2013
Fantoches desiludidos

Maria Clara R. M. do Prado

 

” Tesis sobre un homicidio”, prestes a entrar no circuito em Buenos Aires , é o nome do novo filme em que Ricardo Darín, o carismático ator argentino, mais uma vez interpreta um personagem que investiga por conta própria o assassinato de uma jovem. Darín faz o papel de um professor de Direito Penal, com fama de Don Juan e alguma aura de mistério por um passado nebuloso e uma vida solitária, obcecado pela idéia de que um de seus alunos foi o responsável pelo crime. O filme tem a direção de  Hernán Goldfrid e toma por base o livro de Diego Paszkowski.

Veja o trailer:

 

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=1Rn552MEgzI

 

Não foi o filme, no entanto, que colocou Darín em evidência na mídia mundial, nestes primeiros dias do ano, e sim a polêmica declaração que deu à edição de janeiro da revista argentina Brando, na qual sugere que Cristina Kirchner dê explicações sobre o aumento do seu patrimônio. As mídias sociais, e a imprensa escrita, falada e televisionada puseram em destaque o ping-pong de notas, contestações, desmentidos, reafirmações, toda a repercussão suscitada pelo episódio. A própria Presidente da Argentina botou a boca no mundo para que não houvesse dúvida sobre a origem lícita dos seus bens.

Vale notar e conferir que a menção de Ricardo Darín à situação patrimonial de Cristina ocupa apenas um pequeno trecho de uma entrevista eivada de lucidez e extremamente oportuna na fase atual porque passa a Argentina. Ele fala de um país dividido, tomado pela intolerância contra o pensamento distinto daquele imposto pelo governo, que faz as vezes do papá a quem as crianças devem obediência. Um país que perdeu a ilusão.

Abaixo, a íntegra no original da entrevista dada por Ricardo Darín ao jornalista Pablo Perantuono, publicada pela revista Brando em janeiro:

 

Ricardo Darín: “Somos un país niño”

Por Pablo Perantuono

Fotos: Vera Rosemberg y Mariana Eliano

Producción: Pía Rey

 

Eran agitados esos días de diciembre del encuentro con Ricardo Darín. El 7D, como una suerte de Y2K -¿se acuerdan del colapso del mundo por el cambio de milenio?-, estaba a la vuelta de la esquina. Nadie sabía demasiado qué consecuencias traería para el hombre común ese día, esa ley, ese cambio, pero la presencia omnímoda de esa fecha les daba a aquellas horas frenéticas un hálito de inminencia inquietante. En ese panorama, posterior al cacerolazo del 28N, Darín se paraba como quien quiere observar y opinar sobre dos ejércitos gritones que van a estrellarse de frente.

Y no era muy optimista.

Darín: Están pasando cosas rarísimas. No se nos permite pensar fuera de lo establecido. Te dicen lo que tenés que pensar y en qué dirección, y si no estás de acuerdo, sos un hijo de puta.  [ leia mais ]

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2 de abril de 2012
Falklands ou Malvinas: uma disputa legítima

MalvinasFalklands(postado em 02/04/2012)

Sentada à mesa, no largo refeitório do St. Antony’s College, da Universidade de Oxford, fui de repente interrompida nos meus pensamentos por alguém que, ao me cumprimentar, pediu licença para sentar-se ao meu lado. Conversa vai, conversa vem, o rapaz africano, alto e simpático, me perguntou de onde eu era. Ao ouvir Brasil, imediatamente se interessou em comentar o caso das ilhas Falkland (Malvinas, para os argentinos) que naqueles dias acabavam de ser invadidas pelos britânicos, sob o comando da Primeira-Ministra Margareth Thatcher. [ leia mais ]