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1 de fevereiro de 2013
Você sabe o que é ser brasileiro?

Maria Clara R. M. do Prado

A pergunta do título deste artigo pode suscitar uma resposta curta, nos extremos do sim e do não, mas será uma resposta simplória. Pois é na complexidade dos meios termos que se encontrará uma definição, tão variável quanto variáveis são a individualidade de cada brasileiro.

No geral, o conjunto de brasileiros forma um paradigma, uma noção de identidade nacional, definida por conceitos mais ou menos enraizados no imaginário: afável, pacífico, boa índole, trabalhador, tolerante, perseverante, entre outros. São características únicas, reúnem virtudes de causar inveja aos empresários argentinos!

Mas há os que fazem uma leitura menos virtuosa daquela lista de bondades e acham que, em verdade, os brasileiros são displicentes, acomodados, indolentes, preguiçosos, imediatistas e alienados, entre outras menos castas. Acreditam estes que os brasileiros mantêm os mesmos sintomas típicos de um povo colonizado, que ainda não se emancipou e, portanto, não amadureceu. Não saberiam dizer exatamente quem são.

Afinal, os brasileiros sentem ou não orgulho de serem brasileiros? Até onde vai o sentimento de “brasilidade”? Até que ponto os brasileiros estão ligados às suas raízes? Têm consciência histórica e percepção de sua importância no mundo?

Na busca de respostas, o jornalista Adalberto Piotto, ex-âncora da CBN, dedicou sua primeira experiência em cinema a colher depoimentos para o documentário “Orgulho de ser brasileiro” (veja trailer abaixo).

http://www.youtube.com/watch?v=YsFlpuXDDzs

No filme, previsto para ser lançado em maio, tudo gira em torno da pergunta sobre sentir orgulho de ser brasileiro. Vêm à tona os aspectos positivos, os negativos, as dúvidas e indefinições, assim como algumas certezas. [ leia mais ]

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9 de janeiro de 2013
Fantoches desiludidos

Maria Clara R. M. do Prado

 

” Tesis sobre un homicidio”, prestes a entrar no circuito em Buenos Aires , é o nome do novo filme em que Ricardo Darín, o carismático ator argentino, mais uma vez interpreta um personagem que investiga por conta própria o assassinato de uma jovem. Darín faz o papel de um professor de Direito Penal, com fama de Don Juan e alguma aura de mistério por um passado nebuloso e uma vida solitária, obcecado pela idéia de que um de seus alunos foi o responsável pelo crime. O filme tem a direção de  Hernán Goldfrid e toma por base o livro de Diego Paszkowski.

Veja o trailer:

 

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=1Rn552MEgzI

 

Não foi o filme, no entanto, que colocou Darín em evidência na mídia mundial, nestes primeiros dias do ano, e sim a polêmica declaração que deu à edição de janeiro da revista argentina Brando, na qual sugere que Cristina Kirchner dê explicações sobre o aumento do seu patrimônio. As mídias sociais, e a imprensa escrita, falada e televisionada puseram em destaque o ping-pong de notas, contestações, desmentidos, reafirmações, toda a repercussão suscitada pelo episódio. A própria Presidente da Argentina botou a boca no mundo para que não houvesse dúvida sobre a origem lícita dos seus bens.

Vale notar e conferir que a menção de Ricardo Darín à situação patrimonial de Cristina ocupa apenas um pequeno trecho de uma entrevista eivada de lucidez e extremamente oportuna na fase atual porque passa a Argentina. Ele fala de um país dividido, tomado pela intolerância contra o pensamento distinto daquele imposto pelo governo, que faz as vezes do papá a quem as crianças devem obediência. Um país que perdeu a ilusão.

Abaixo, a íntegra no original da entrevista dada por Ricardo Darín ao jornalista Pablo Perantuono, publicada pela revista Brando em janeiro:

 

Ricardo Darín: “Somos un país niño”

Por Pablo Perantuono

Fotos: Vera Rosemberg y Mariana Eliano

Producción: Pía Rey

 

Eran agitados esos días de diciembre del encuentro con Ricardo Darín. El 7D, como una suerte de Y2K -¿se acuerdan del colapso del mundo por el cambio de milenio?-, estaba a la vuelta de la esquina. Nadie sabía demasiado qué consecuencias traería para el hombre común ese día, esa ley, ese cambio, pero la presencia omnímoda de esa fecha les daba a aquellas horas frenéticas un hálito de inminencia inquietante. En ese panorama, posterior al cacerolazo del 28N, Darín se paraba como quien quiere observar y opinar sobre dos ejércitos gritones que van a estrellarse de frente.

Y no era muy optimista.

Darín: Están pasando cosas rarísimas. No se nos permite pensar fuera de lo establecido. Te dicen lo que tenés que pensar y en qué dirección, y si no estás de acuerdo, sos un hijo de puta.  [ leia mais ]

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