Posts com a Tag ‘taxa de juros’

18 de abril de 2013
Expectativas à deriva

por Maria Clara R. M. do Prado

(publicado em 18/04/2013 no Valor Econômico)

 

Afinal, qual é o nível da taxa de juros básica, a Selic, em termos reais,  necessário para abater as previsões da inflação futura e, ao mesmo tempo,  satisfazer a orientação do governo no sentido de que é prioritário manter a  economia em crescimento?

A questão, de difícil solução, pairava no ar, ontem, enquanto o país  aguardava pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o que fazer  com a taxa Selic.

E não por acaso. Quanto mais alta for a inflação esperada, menores tendem a  ser os juros reais projetados, com repercussão na poupança e no consumo, e, por  conseguinte, nos preços.

A manutenção da Selic nominal em 7,25% ao ano, supondo uma inflação (pelo  IPCA) consensualmente estimada hoje, em média, em torno de 5,8% na ponta de  dezembro, implicaria em juro real básico na faixa de 1,37% ao ano.

A alta da Selic nominal para 7,50%, dada a mesma projeção do IPCA para o ano,  representa taxa real ao redor de 1,6% ao ano. Já uma Selic um pouco mais  elevada, na faixa de 7,75% ao ano, garante uma taxa real em torno de 1,85% ao  ano.

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16 de fevereiro de 2012
Intrincado juro imaginário

(publicado no jornal Valor Econômico em 16/02/2012)

A administração do presidente Alexandre Tombini tem tudo para entrar na história como aquela que ousou desafiar o pensamento monolítico sobre as supostas ações do Banco Central (BC) que até então predominavam no mercado financeiro brasileiro. [ leia mais ]

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19 de agosto de 2010
Compassos e descompassos do BC

(publicado no jornal Valor Econômico em 19/08/2010)

Pode-se atribuir às incertezas naturais de anos de eleição as diferenças entre o fazer e o dizer do Banco Central

A celeuma sobre o compasso ou o descompasso entre as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) e as informações divulgadas em atas e relatórios serve para colocar luz sobre alguns falsos dogmas relacionados com a política monetária.

Primeiro, não há e nunca houve, em tempo algum, formas cravadas em pedra de gerenciamento da estabilidade da moeda. A administração monetária deve ter o único objetivo de manter a moeda protegida contra os efeitos da inflação. Como se sabe, nenhum Banco Central (BC) do mundo tem o poder de controlar todos os fatores que aumentam ou diminuem o comportamento dos preços na economia. Apenas tem sob sua responsabilidade direta a definição do nível da taxa de juros básica e, em alguns países, a tarefa de monitorar a política cambial. [ leia mais ]

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